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Metodologia de classificação de pastagem vs Formação natural não florestal


#1

Bom dia.

Primeiramente parabéns pelo excelente trabalho.

Se possível , gostaria de entender melhor a metodologia de diferenciação da classe de pastagem para as fisionomias de formação natural não florestal, que, muitas vezes, possuem padrões espectrais e visuais semelhantes na imagem de satélite, sobretudo nas de menor resolução espacial.

Não localizei na metodologia divulgada por vocês um detalhamento de como foi feita a diferenciação dessas áreas. Foi possível alcançar um resultado satisfatório apenas com os scripts criados, índices de vegetação, análise visual e os classificadores utilizados?

Abraços


#2

Olá Philippe,

Resumindo um pouco a metodologia é importante entender que as classes naturais são classificadas pelas equipes dos Biomas, o que inclui as áreas de campos naturais. As áreas antrópicas são classificadas como mosaico de agricultura ou pastagem ou áreas não vegetadas. A pastagem é classificada como um tema transversal para todo território brasileiro pela equipe do LAPIG. É importante verificar como cada Bioma trata as formações campestres nos ATBDs específicos, mas no geral inclui as gramíneas mesmo que sejam utilizadas como pastagem, desde que não sejam convertidas para vegetação exótica. Esse entendimento é essencial principalmente no Pampa e Pantanal, onde o uso dessas formações campestres como pastagem natural mantêm a área classificada como formação natural não florestal. O processo de integração e possíveis excessões também estão documentados no ATBD, mas como regra geral as Formações Campestres são mantidas se houver sobreposição com o tema de pastagem. Sobre a pergunta final, é importante lembrar que não existe interpretação visual no MapBiomas, mas utilizamos não só índices de vegetação, como índices temporais e índices de textura que auxiliam na classificação. No geral o resultado é muito bom, mas deve-se esperar alguma confusão entre a classe de formação campestre em pastagem. A análise de acurácia para o Brasil indica que 19% da área classificada como formação campestre deveria ser pastagem e que aproximadamente 10% da área de formação campestre está classificada como pastagem. Essa análise pode ser detalhada para cada Bioma: https://mapbiomas.org/estatistica-de-acuracia-1